Um pouco de história do chumbo

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O chumbo foi um dos primeiros metais conhecidos pelo homem. Existem registros de que o chumbo já utilizado no ano 6400 aC pelo povoado neolítico Çatalhöyük (situado na parte central da atual Turquia). Com as palavras opheret e molybdos os hebreus e antigos gregos faziam referências ao chumbo, respectivamente. Esse elemento era comumente utilizado em toda a Antiguidade, por exemplo, acredita-se que ele fazia parte dos Jardins Suspensos da Babilônia para reter umidade. A primeira civilização a explorar extensivamente os depósitos de chumbo foi o Império Romano no século V a.C., utilizando as reservas existentes na Península Ibérica para variadas aplicações, como a confecção de objetos (taças e utensílios), fabricação de tubulações e torneiras, produtos de beleza e até na correção da acidez do vinho, através da adição de óxido de chumbo, que conferia à bebida um sabor adocicado. Incorporados ao padrão de vida do império romano, estima-se que a confecção de produtos baseados no chumbo consumia de 80 mil a 100 mil toneladas do metal por ano. O chumbo teve também papel crucial durante a Revolução Industrial. O símbolo de chumbo Pb origina de seu nome latino, plumbum (oriundo das palavras encanador e encanamento). Termo usado para se referir aos metais suaves de forma mais geral. Na verdade, chumbo e estanho não eram claramente distinguidos até o século XVI; o chumbo era referenciado como plumbum nigrum (cabo preto) e estanho como plumbum candidumor (chumbo brilhante).

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Professor de Química Analítica da Universidade Federal do Amazonas, autor de livros em Química, Editor da Revista Eletrônica Scientia Amazonia e da Revista Divirta-se com o Clube da Química.

About Genilson Pereira Santana

Professor de Química Analítica da Universidade Federal do Amazonas, autor de livros em Química, Editor da Revista Eletrônica Scientia Amazonia e da Revista Divirta-se com o Clube da Química.

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