A química da pipoca

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Como não assistir um filme no cinema sem aquela pipoquinha? A pipoca já faz parte do nosso cotidiano há muitos tempo. Muito embora ela esteja sempre sendo sofisticada a pipoca já era conhecida dos povos americanos. Sementes de milho usadas para fazer pipoca foram encontradas por arqueólogos não só no Peru, como também no atual Estado de Utah, nos Estados Unidos, o que sugere que ela fazia parte da alimentação de vários povos americanos. Sabe-se, porém, que inicialmente os índios preparavam a pipoca com a espiga inteira sobre o fogo. Depois, eles passaram a colocar só os grãos sobre as brasas – até inventarem um método mais sofisticado: cozinhar o milho numa panela de barro com areia quente. Descrevendo melhor a pipoca é preparada com o milho-pipoca (Zea mays everta), que estoura quando aquecido. Ao aquecermos os grãos desse milho de maneira rápida, sua umidade interna é convertida em vapor. Num determinado ponto, a pressão estoura a casca externa, transformando a parte interna numa massa pouco consistente de amidos e fibras.  Quimicamente o aroma da pipoca se deve a 2-acetil-1-pirrolina, Furano-2-ilmetanotiol, 2,3-Butanodiona (ou diacetil) e 2,3-pentanediona.

2-acetil-1-pirrolina

Furano-2-ilmetanotiol

2,3-Butanodiona

2,3-pentanediona
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Professor de Química Analítica da Universidade Federal do Amazonas, autor de livros em Química, Editor da Revista Eletrônica Scientia Amazonia e da Revista Divirta-se com o Clube da Química.

About Genilson Pereira Santana

Professor de Química Analítica da Universidade Federal do Amazonas, autor de livros em Química, Editor da Revista Eletrônica Scientia Amazonia e da Revista Divirta-se com o Clube da Química.

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