O sódio e a hipertensão

A principal fonte de sódio usada na alimentação humana é o sal de cozinha. Muito embora, muitos alimentos, como frutas, verduras entre outros também contém o sódio. A Organização da Saúde (OMS) recomenda que o consumo diário de sódio seja de 5 a 6 g de sal. Infelizmente, o brasileiro costuma consumir mais que o dobro, ou seja, cerca de 12 g de sal por dia. O efeito do alto consumo de sal no organismo é que esse mineral vai se acumulando no sangue e no fluído extracelular; mais precisamente no lado de fora das células do corpo. Essa situação causa um desequilíbrio, pois a parte externa das células ficam com mais sódio que no seu interior. Para o seu funcionamento o corpo necessita de um equilíbrio osmótico, com a mesma proporção dentro e fora das células. A reação natural do organismo é então liberar determinados hormônios para reter mais água e estabilizar o nível elevado de sódio. A retenção de água faz aumentar o volume de sangue circulando nas artérias. Isso faz o coração bombear o sangue mais rápido que o normal aumentando a pressão sanguínea. Quando esse aumento da pressão sanguínea é crônico denomina-se hipertensão arterial, vulgarmente conhecida como pressão alta. Se não controlar a pressão, aos poucos as paredes dos vasos sanguíneos vão sendo prejudicadas e rompem-se. Quando isso acontece ocorre um AVC (acidente vascular cerebral), conhecido popularmente como derrame. Outro problema que ocorre é o acúmulo de colesterol e gordura nas artérias, o que aumentam as chances de um infarto.

About Genilson Pereira Santana

Professor de Química Analítica da Universidade Federal do Amazonas, autor de livros em Química, Editor da Revista Eletrônica Scientia Amazonia e da Revista Divirta-se com o Clube da Química.

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