O significado do Azul para os Egípcios

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Os egípcios procuraram um pigmento azul permanente para descrever a realeza e os deuses com a necessária reverência.
O que é interessante foi a capacidade dos egípcios de obter um pigmento azul que não se degrada ao longo do tempo.
Geralmente, os pigmentos pretos, castanhos, amarelos e vermelhos eram extraídos pelos egícipios de minérios ou solos.
Já o pigmento azul era obtido a partir de azurite, uma forma resistida de carbonato de cobre (Cu3(CO3)2(OH)2). Esse
mineral ao longo do tempo transforma-se em malaquita verde (Cu2CO3(OH)2). Os egípcios conseguiram uma azul mais durável usando pequenas quantidades do mineral de lápis-lazúli. Esse mineral era encontrado na região do Afeganistão
e para usado deve ser moído em pó e misturado com uma pasta para fazer a tinta. O lápis-lazúli foi altamente
valorizado por civilização do Vale do Indo (3 300-1 900 a.C.). Alguns fragmentos de Lápis-lazúli foram encontrados
nos enterros do Neolítico em Mehrgarh, no Cáucaso e até mesmo longe do Afeganistão como a Mauritânia.
A sua cor, azul-escura e opaca, fez com que esta gema fosse altamente apreciada pelos faraós,
como pode ser visto por seu uso proeminente em muitos dos tesouros recuperados dos túmulos faraônicos.
Por exemplo, foi usado na máscara funerária de Tutankhamon (1341-1323 aC).

Fonte: Chemistry and Art 

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Professor de Química Analítica da Universidade Federal do Amazonas, autor de livros em Química, Editor da Revista Eletrônica Scientia Amazonia e da Revista Divirta-se com o Clube da Química.

About Genilson Pereira Santana

Professor de Química Analítica da Universidade Federal do Amazonas, autor de livros em Química, Editor da Revista Eletrônica Scientia Amazonia e da Revista Divirta-se com o Clube da Química.

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