O que um químico faz em um museu

Quando se pensa em um químico o primeiro pensamento que nos vem a cabeça é daquele cientista de chaleco aprisionado em um laboratório. Isso nem sempre é verdade, por exemplo, o químico Eric Breitung trabalha na intersecção entre arte e ciência – literalmente.  Ele é um cientista de conservação do Museu Metropolitano de Arte de Nova York , e em seu trabalho química analítica é uma das ferramentas usadas para preservar obras de arte de valor inestimável. Esse químico,  um amante de arte, é  ex-pesquisador da General Electric cuja função é cuidar da qualidade ambiental do Museu Metropolitano de Nova York.

Só para se ter uma ideia cerca de 60 exposições por ano são exposta no Museu Metropolitano de Nova York, em espaços que variam de 100 a 20.000 pés quadrados.  Para cada exposição são usados elementos de design que contêm produtos químicos que podem ser prejudiciais, dependendo do tipo de exposição de arte. Por exemplo, o ácido acético em um revestimento de tela pode ser seguro para uma exposição de roupas, mas pode corroer a arte metálica. Breitung e sua equipe de três membros estão tentando desenvolver a primeira pedra Rosetta de produtos químicos voláteis que estão em materiais modernos, para que possamos determinar quais níveis são problemáticos para diferentes tipos de arte. Só para se ter uma ideia o laboratório de Breitung está na vanguarda da conservação preventiva no mundo dos museus. 

About Genilson Pereira Santana

Professor de Química Analítica da Universidade Federal do Amazonas, autor de livros em Química, Editor da Revista Eletrônica Scientia Amazonia e da Revista Divirta-se com o Clube da Química.

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