O lado histórico da pirita – FeS2

O nome pirita vem do grego e significa pedra de fogo. Atualmente, a maioria das pessoas já ouviu falar de pirita como o ouro de tolos devido aos seus cristais brilhantes da cor do ouro. Essa característica chamou a atenção de muitas culturas diferentes. É bastante comum encontrar nessas culturas histórias de fraude, trapaça e reivindicações alquimísticas. A pirita ocupa um lugar único na história da humanidade, tornou-se parte integrante da tradição mineira na América durante o século 19, presença em textos antigos sumérios, na filosofia grega e poesia medieval. A pirita era popular na época romana como uma fonte de faíscas quando golpeado com aço. Ela também foi usada como uma fonte de ignição, na maioria das armas de fogo. A pirita acompanhou os alquimistas medievais desde os árabes antigos, chinês, indianos, e pelos mundos clássicos. Ela mostrou ser um mineral fundamental para o desenvolvimento de várias culturas antigas. A pirita está presente nas origens de nossa arte, impregnadas em diversos objetos de cerâmicos e pinturas das mais variadas culturas. A sua influência se estende pela evolução humana, formação de sociedades, através da ciência e da indústria. Portanto, a pirita é pré-requisito para compreender os ambientes antigos, modernos do nosso planeta.

About Genilson Pereira Santana

Professor de Química Analítica da Universidade Federal do Amazonas, autor de livros em Química, Editor da Revista Eletrônica Scientia Amazonia e da Revista Divirta-se com o Clube da Química.

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