Nanopartículas biodegradáveis no tratamento de câncer de ovário

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Os pesquisadores  japoneses, americanos, sauditas e franceses estavam interessados principalmente em câncer de ovário. Para o seus estudos, eles cultivaram células cancerígenas humanas e colocaram-nas na membrana de ovo de galinha corio-alantóide (uma membrana altamente vascularizada encontrada em ovos de diferentes animais e comparável à placenta). Em três dias, o tumor se formou na membrana e atingiu um tamanho de poucos milímetros. Enquanto isso, o embrião de galinha continuou a crescer. Essa técnica permite analisar tumores de forma simples e barata. Em geral, esse sistema permite o rápido desenvolvimento de tumores das células do paciente. Nesses tumores, é possível testar diferentes tratamentos para encontrar o mais eficaz para o tumor em questão. Os pesquisadores então injetaram no ovo, intravenosamente, nanopartículas de sílica orgânica, desenvolvidas pela equipe francesa de Montpellier do Dr. Jean-Olivier Durand. As nanopartículas tinham uma dimensão de 20 nanômetros, biodegradáveis ??e dissolvem-se uma vez dentro da célula. Além disso, as nanopartículas continham poros de cerca de dois nanômetros nos quais estava inserida a droga anticâncer, a doxorrubicina, que atua nas células por quebrar seu DNA. Três dias após a injeção que liberou 200 microgramas de droga, o tumor foi removido. Os pesquisadores também observaram que durante os três dias, as nanopartículas se acumularam especificamente nas células cancerígenas, e estavam quase ausentes nos órgãos do embrião. Esta especificidade é possível por meio do efeito EPR ( “aumento da permeabilidade e retenção”), partículas de alguns nanômetros penetram mais facilmente nas células de tumor porque os vasos sanguíneos do tumor são mais permeáveis ??do que os tecidos saudável. Nenhum dos tecidos embrionários foi danificado após o tratamento. Uma injeção simples da mesma quantidade de doxorrubicina, na ausência de nanopartículas, causa a morte dos embriões. Os mesmos resultados foram obtidos repetindo as experiências e utilizando, em vez de linhas celulares, fragmentos de tumores ovarianos retirados de pacientes. O próximo passo para a  é criar nanopartículas ainda mais específicas para o tumor. Os pesquisadores estão atualmente tentando acoplar moléculas que ligam especificamente as células cancerígenas a nanopartículas orgânicas.

Fonte: Sciences Avenir

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Professor de Química Analítica da Universidade Federal do Amazonas, autor de livros em Química, Editor da Revista Eletrônica Scientia Amazonia e da Revista Divirta-se com o Clube da Química.

About Genilson Pereira Santana

Professor de Química Analítica da Universidade Federal do Amazonas, autor de livros em Química, Editor da Revista Eletrônica Scientia Amazonia e da Revista Divirta-se com o Clube da Química.

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