Mercúrio um agente no tratamento de doenças

Quem ler sobre o mercúrio atualmente pensa que este elemento é extremanente tóxico e dever ser evitado. No entanto, a história mostra uma relação estreita entre o mercurio a medicina e a química. O uso do cinábrio (HgS), palavra que vem do persa e significa magnifico, para sifilismaquiagem remonta a antiga Assíria, Egito e China. O tratamento médico para doenças venéreas e tracoma descrito por Plínio e Celso recomendava o uso de cinábrio. O primeiro relato registrado de experimentação animal para verificar a toxicidade do mercúrio é de Rhazes (al-Razi). Avicena teve a clarividência de recomendar o uso de mercúrio apenas como um remédio externo. Assim, pomadas a base de mercúrio foram usadas pelos árabes no tratamento de doenças de pele. Paracelsus na idades média incluiu diversos medicamentos que continhas sais de enxofre e óxidos, dentre os quais os compostos a base de mercúrio foram os principais no combate do surto de sífilis na Europa. Os boticários do século 19 e 20 continham muitas compostos mercuriais coloridos como calomelano, óxidos de mercúrio e mercúrio. Pilulas de calomelano foram usadas para tratamento de doenças agudas e crônicas. Compostos organomercuriais foram usados como um fármaco diurético. Doenças de pele foram tratadas com pomadas ou emplastros feitos com compostos mercuriais ou de mercúrio. Varios anti-sépticos contendo organomercuriais foram introduzidas por lavar as mãos Felizmente, sugiram remédio como aquele a base de penicilina e chlorothiazida que assumiram no tratamento de doenças tratadas anteriormente com compostos mercuriais.

About Genilson Pereira Santana

Professor de Química Analítica da Universidade Federal do Amazonas, autor de livros em Química, Editor da Revista Eletrônica Scientia Amazonia e da Revista Divirta-se com o Clube da Química.

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