Fungos que brilham a noite

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Em uma floresta tropical a única coisa que você  ver a noite  são as pequenas manchas de luz de esvoaçando vaga-lumes ou o brilho fantasmagórico de cogumelos espalhados por todo o chão da floresta. Ambos os efeitos são o resultado da bioluminescência, a habilidade peculiar de alguns organismos se comportarem como luzes noturnas. Luciferina (do latim lucifer, “que ilumina”) é uma classe de pigmentos responsável pela bioluminescência em alguns animais, fungos e algas, como por exemplo os vaga-lumes. Essa substância é responsável pelo brilho de florestas tropicais. A bioluminescência foi “inventada” dezenas de vezes na história evolucionária e serve a uma variedade de propósitos, de atrair parceiros e atrair presas para afastar os predadores. Sua existência nos fungos – um caso raro, se não único, de bioluminescência fora dos mundos animal e microbiano – representa um mistério maior.  A melhor explicação parece ser que a luz noturna atrai insetos e outros animais para os corpos frutíferos dos fungos, que então espalham os esporos por toda parte.  A luz atrai o tipo de insetos e outras criaturas que seriam boas para espalhar esporos. O mecanismo de bioluminescência fúngica sugere a formação de luciferina a partir de um certo precursor. A luciferina fúngica é quimicamente não relacionada a outras luciferinas conhecidas, portanto representa um mecanismo totalmente diferente de emissão de luz. Isso é importante do ponto de vista da fotoquímica, bioquímica e evolução. Além disso, dá a possibilidade de procurar uma luciferase fúngica desconhecida. Ao contrário das outras luciferinas, a luciferina fúngica é compatível com a bioquímica da planta. 

Fonte: The Guardian

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Professor de Química Analítica da Universidade Federal do Amazonas, autor de livros em Química, Editor da Revista Eletrônica Scientia Amazonia e da Revista Divirta-se com o Clube da Química.

About Genilson Pereira Santana

Professor de Química Analítica da Universidade Federal do Amazonas, autor de livros em Química, Editor da Revista Eletrônica Scientia Amazonia e da Revista Divirta-se com o Clube da Química.

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