As duas gerações do álcool combústivel

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Álcool combustível é um liquido transparente, com cheiro forte, sem cor e inflamável. Apesar poder ser produzido do milho, beterraba ou madeira, no Brasil a cana de açúcar é a principal matéria prima.   Atualmente, existem duas maneiras de produzir álcool a partir da cana de açúcar no Brasil. A primeira maneira, conhecida como primeira geração, utiliza a fermentação do açúcar, conhecido com garapa, para produzir álcool. Esse processo é a forma mais simples e antiga, descoberta pela humanidade há milhares de anos antes de Cristo. Essa técnica consiste em, basicamente, adicionar ao caldo da cana de açúcar microrganismos que quebram moléculas de açúcar (C6H12O6). Os microrganismos transformam os açucares em duas moléculas de etanol (2C2H5OH) mais duas moléculas de gás carbônico (2CO2). A partir daí o álcool produzido é purificado por destilação. Um dos problemas desse processo é que ele depende exclusivamente da safra de cana de açúcar. Desde 2014, começou no Brasil a produção de álcool de segunda geração. Ao invés de usar o caldo de cana, foram desenvolvidos processos capazes de quebrar moléculas de celulose contidas no bagaço da cana de cana de açúcar.  Dessa forma, os resíduos da fabricação do álcool de primeira geração, passam por processo de pré-tratamento cujas fibras da celulose são desestruturadas e, em seguida, transformadas por hidrólise enzimática em açúcares solúveis. Em seguida esses açúcares solúveis são fermentados para produzir o álcool de segunda geração. A grande vantagem do uso dos álcoois de primeira e segunda geração é o aumento da produção desse biocombustível sem aumentar a área plantada de cana de açúcar.

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Professor de Química Analítica da Universidade Federal do Amazonas, autor de livros em Química, Editor da Revista Eletrônica Scientia Amazonia e da Revista Divirta-se com o Clube da Química.

About Genilson Pereira Santana

Professor de Química Analítica da Universidade Federal do Amazonas, autor de livros em Química, Editor da Revista Eletrônica Scientia Amazonia e da Revista Divirta-se com o Clube da Química.

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