Alguns fatos curiosos da heroína

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Frasco de heroína comercializado pela Bayer

Atualmente, a heroína que é um opioide viciante que pode matar. Todavia, a heroína nem sempre foi odiada ou mesmo temida. Em 1898 a 1910, a empresa alemã comercializou a heroína como supressora da tosse e substituto da morfina. Sob o nome de “heroisch” que significa heroico. O nome heroína tinha o significado de algo extremamente poderoso.  Embora, a Alemanha tenha liderado a comercialização da heroína, foram os ingleses que obtiveram da papoula do ópio pela primeira vez. Em 1874, o químico CR Alder Wright ferveu a morfina com anidrido acético, simplesmente para ver o que aconteceria e obteve uma versão mais forte da morfina. Em  1897 o químico da Bayer, Felix Hoffmann também sintetizou a heroína bem como  o ácido acetilsalicílico (aspirina).  Nos dois casos Hoffmann não foi o primeiro a sintetizar, mas foi primordial para a  Bayer comercializar as duas drogas. É interessante dizer que Hoffmann sintetizava a aspirina e heroína da mesma maneira; ou seja,  tomando uma molécula feita na natureza e adicionando um pequeno grupo químico, o grupo acetil. Somente em 1925 que o químico Sir Robert Robinson conseguiu estabelecer

Heroína

que o composto sintetizado era a heroína.  Na época, a heroína foi recebida entusiasmo pela comunidade médica. Os primeiros estudos não apresentava efeitos adversos,  além dos médicos daquela época adotaram a heroína para aliviar a tosse de paciente com doenças pulmonares como tuberculose e pneumonia. Essas doenças eram consideradas horríveis pois os pacientes sofriam muito. Todavia, em 1899, muitos  médicos começaram a detectar que a heroína era perigosa para a saúde dos pacientes, além de ser altamente viciante. Essa observação fizeram com a heroína fosse banida como medicamente em 1930.

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Professor de Química Analítica da Universidade Federal do Amazonas, autor de livros em Química, Editor da Revista Eletrônica Scientia Amazonia e da Revista Divirta-se com o Clube da Química.

About Genilson Pereira Santana

Professor de Química Analítica da Universidade Federal do Amazonas, autor de livros em Química, Editor da Revista Eletrônica Scientia Amazonia e da Revista Divirta-se com o Clube da Química.

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