A reciclagem do chumbo da bateria

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Os métodos de reciclagem de chumbo convencionais utilizam processos pirometalúrgicos em fornos tipos cuba, revérberos, rotativos ou outros tipos de fornos elétricos. As baterias de automóveis, motos, caminhões entre outras são responsáveis pelo fornecido de matéria-prima bateriapara a indústria da reciclagem do chumbo secundário. Chama a atenção de que a grade das baterias contém mais de 90% de chumbo metálico cuja recuperação é feita pela fusão. Outro dado interessante é que mais de 70% da produção mundial de chumbo é consumida na manufatura de baterias de chumbo. Como o alumínio, o chumbo pode ser reciclado seguidas vezes desde que seja utilizada uma tecnologia apropriada. Em termos mundiais, a reciclagem de chumbo chega a aproximadamente 60%. Dentre os quais, as baterias automotivas representam a cerca de 95%; no Brasil a reciclagem está entre 70% e 80%. Infelizmente, as indústrias da reciclagem de chumbo são potencialmente poluidoras. As fontes de poluição são o ácido das baterias e dos metais nele contido. Durante o processo de reciclagem ocorre a emissão de gases e particulados e a produção de escória. Cerca de 25% da produção de chumbo reciclado é de borras metálicas. Para a reciclagem ser ambientalmente correta é necessário usar métodos, como neutralização do ácido e recuperação do chumbo nele contido; emprego de filtro para retenção de gases e particulados; tratamento de neutralização da escória; deposição da escória em aterro adequado; monitoramento das emissões de gases e particulados no meio ambiente; monitoramento das condições do solo e das águas subterrâneas e exames médicos periódicos dos funcionários.

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Professor de Química Analítica da Universidade Federal do Amazonas, autor de livros em Química, Editor da Revista Eletrônica Scientia Amazonia e da Revista Divirta-se com o Clube da Química.

About Genilson Pereira Santana

Professor de Química Analítica da Universidade Federal do Amazonas, autor de livros em Química, Editor da Revista Eletrônica Scientia Amazonia e da Revista Divirta-se com o Clube da Química.

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